A água cobre três quartos da superfície do planeta
e circula constantemente através do ciclo hidrológico, movendo-se entre
a terra, o mar e a atmosfera por meio de processos de evaporação, condensação e
precipitação. Ela é classificada como um solvente universal devido à sua
capacidade única de dissolver a maioria das substâncias na Terra, o que faz com
que a água encontrada na natureza nunca seja perfeitamente pura, contendo
sempre diversos minerais e gases dissolvidos.
No contexto industrial, a água é o agente ideal
para sistemas térmicos por possuir uma alta capacidade de retenção de calor
e um ponto de ebulição elevado. No entanto, o uso da água em caldeiras e torres
de resfriamento exige um controle rigoroso de suas impurezas. As impurezas solúveis
(íons) e suspensas (partículas de lodo ou terra) determinam a qualidade
da água. Entre os problemas mais comuns enfrentados estão a corrosão dos
metais e a formação de incrustações. As incrustações são depósitos
minerais duros causados principalmente pela dureza da água, que é a
concentração de sais de cálcio e magnésio.
Outro fator crítico é o pH, uma escala
logarítmica que mede a acidez ou alcalinidade da água; variações nesse índice
podem acelerar processos corrosivos ou favorecer o crescimento de bactérias.
Além disso, a alcalinidade, originada da interação da água com o dióxido
de carbono, também influencia a formação de depósitos minerais. Diante da
escassez de água doce, o trabalho destaca a importância da reciclagem e do
reúso industrial para otimizar a produtividade e proteger o meio ambiente,
garantindo a sustentabilidade do recurso para as futuras gerações.
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